Mobilidade Urbana em “Smart cities”

Por Portal Opinião Pública 07/07/2022 - 12:04 hs
Foto: Divulgação

A mobilidade urbana está associada às pessoas e agentes econômicos no meio urbano que, de diferentes formas, buscam atender e suprir suas necessidades de deslocamento para a realização das atividades do seu dia a dia como: trabalho, educação, saúde, lazer, cultura, etc. Para isso, os indivíduos podem empregar o seu esforço direto (deslocamento a pé), recorrer a meios de transporte não motorizados (bicicletas, carroças, cavalos) ou motorizados (coletivos e individuais).

É fundamental, portanto, compreender que a mobilidade no contexto e no modo de vida das cidades contemporâneas e, particularmente, das cidades brasileiras constitui parte estruturante do funcionamento de uma sociedade convertida, recente e rapidamente, em urbana.

A rápida e intensa transformação da população brasileira de predominantemente rural para majoritariamente urbana, no século XX, ocorreu a partir de um modelo de desenvolvimento urbano excludente e altamente concentrador nos aspectos econômicos, territoriais e demográficos (fonte IBGE). Cerca de 60% da população urbana brasileira vive hoje em 224 municípios com mais de 100 mil habitantes, dos quais 94 pertencem a aglomerados urbanos e regiões metropolitanas com mais de um milhão, privando as faixas de menor renda das condições básicas de inserção efetiva à cidade e ao meio urbano.

Mobilidade urbana vai além do deslocamento de veículos ou de intervenções para esse tipo de deslocamento e/ou do tratamento de questões relativas ao trânsito e ao transporte. Pensar a mobilidade urbana significa entender e incorporar fatores econômicos como a renda do indivíduo; sociais como a idade e o sexo; intelectual como a capacidade para compreender e codificar mensagens e até de limitação física (temporária ou permanente) para utilizar veículos e equipamentos do transporte.

É evidente e necessário tratar os deslocamentos não apenas como a ação de ir e vir, mas a partir do conceito de mobilidade, acrescido da preocupação com a sua sustentabilidade, que pode ser traduzida como o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que priorize os modos não motorizados e coletivos de transporte e a acessibilidade urbana visando também às pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida.

“Estive no Simpósio Nacional de Cidades Inteligentes e pude verificar o quanto o CREA-SP tem de fato ajudado no debate técnico da implementação de cidades inteligentes, São José dos Campos tem diversas parcerias que caminham numa direção de máximo resultado em vários setores da sociedade, governança e implementação de políticas de sustentabilidade de Longo Prazo”, destaca o engenheiro civil, conselheiro na ASSEAM para o triênio 2022/2024 e inspetor da CAF Mauá, Cleber Broch.

O especialista em engenharia urbana tem ampla área de atuação: saneamento (água e esgoto), gestão de resíduos sólidos, áreas de preservação ambiental, habitação, mobilidade urbana e transportes (trens, metrô, portos). Vale destacar que deve sempre priorizar a qualidade de vida da população, considerando os aspectos históricos, sociais e ambientais do meio urbano.